A Advocacia é de todos

15/05/2021

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB – mantém e divulga um quadro que apresenta números totais e por estado da quantidade de profissionais. O último, lançado no fim de abril, apontou que as mulheres ultrapassaram os homens, pela primeira vez na história da advocacia brasileira. Somos 610.369 e eles, 610.207. Esse marco é histórico e foi alcançado poucos meses após a aprovação de uma proposta de paridade de gêneros nas eleições da OAB, de autoria de uma advogada e conselheira da seccional de Goiás.

Para entender o motivo de tamanha importância, é preciso contextualizar o papel da mulher no mercado de trabalho e voltar ao passado na história das advogadas no Brasil.

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – CAGED – do Governo Federal, do início da pandemia de coronavírus, mostram que 65,6% das demissões foram de mulheres e, de acordo com a PNAD/IBGE, cerca de 7 milhões deixaram seus postos de trabalho, 2 milhões a mais do que os homens no mesmo período. É importante reforçar que as mulheres são arrimo de família em 43% dos lares brasileiros, número que começou a crescer na década de 90.

Fato é que questões relacionadas à maternidade, vida pessoal e conjugal, perfil comportamental e, às vezes, até estética são colocadas como obstáculos e justificativas para explicar a não evolução das mulheres em algumas companhias, postos de trabalho e carreiras.

Felizmente, o universo jurídico, em constante ascensão, tem sido uma das principais escolhas das mulheres para iniciar ou transformar a vida profissional. Tendo em vista o marco histórico registrado pela OAB citado no início deste artigo, a advocacia é uma das áreas de maior igualdade e oportunidades. Entretanto, nem sempre foi assim.

Leia o artigo na íntegra publicado no O Estado de S.Paulo: https://cutt.ly/9bXursI

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